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quinta, dia 2 de julho na OFF FLIP
27/06/2009 · May Parreira
No Dinho´s bar
20h15 - Sarau com Eunice Corrêa, Guta Rezende Soares, Jorge Adolfo, Lena Casas Novas, Lilian Gattaz, Mariza Baur, May Parreira e Ferreira e Regina Vilarinhos.
21h - Paloma Vidal e Paula Siganevich (editoras da revista Grumo). Silvina Guala também participa lendo poesias.
21h30 - O poeta paratiense Flávio de Araújo fala de sua participação no Festival Int. de Poesia de Havana. O escritor Otávio Júnior fala sobre o projeto LER é 10, FAVELA!, que desenvolve junto a crianças do Complexo do Alemão e da comunidade da Maré (RJ).
22h30 - Poesia Maloqueirista: Caco Pontes, Berimba de Jesus e Pedro Tostes lançam livros do selo criado pelo grupo (Trinca Maloqueirista - editora Annablume) e novas edições da Revista Não Funciona
23h - Recital com participação de Ratos di Versos, Aline Reis, Ana Flor de Carvalho, Giovani Baffo, Marcelino Freire, Paloma Kliss, Rui Mascarenhas e Ryana Gabech.
DINHO´S BAR
Rua da Matriz, sem número, Centro Histórico, Paraty
entrada franca
Lançamento 29 de junho
27/06/2009 · May Parreira
Minha irmã, Maria Thereza, nascida Pires do Rio Pinho por vontade expressa de nossa mãe, passou a ser chamada de Terezinha. Mais tarde, já na Caetano de Campos, muito alta, recebeu dos colegas, o carinhoso apelido de Pinhão. Apaixonada pelos estudos desde cedo escreveu histórias. Ao se casar com Antonio Rodrigues Alves Neto cancelou o curso de Línguas Clássicas na jovem Faculdade de Filosofia da USP. Jamais, entretanto, deixou de estudar. Interessada em mitologia grega, astronomia, literatura, física quântica, encontrou nos estudos dos filhos oportunidade para entrar em novos campos do conhecimento. Nas artes, iniciou com desenho e depois pintura e escultura. Participou de várias exposições e Bienais. Surgiu a informática e sua paixão pelo novo a levou à FAU, para usar o computador em desenhos a mão livre. Flores, frutos, jogos de luz e sombra, corpos celestes, nos encantam pelas formas e cores. Foi também o computador que a incentivou a concretizar o que vinha armazenando desde a infância. Surgem os contos, em que a realidade se reveste de fantasia e os personagens são colocados de maneira natural, sutil, até mesmo jocosa. Com seu fôlego e a ótima amarração dos fatos ela nos prende até o final. Com um estilo politicamente incorreto muitas vezes, Terezinha tem a coragem de lançar o primeiro livro aos 84 anos, sempre nos surpreendendo.
Cida Pinho
Noite de autógrafos, dia 29 de junho, segunda, às 19 horas
24/04/2009 · Ofício das Palavras
Ciça Azevedo recebe os amigos, antes da FLIP, na LIVRARIA DA VILA DA FRADIQUE.
Foi um sucesso o lançamento de BRASIL, UM CALDEIRÃO DE IMIGRANTES. Livraria Francesa lotada na noite do dia 23 de junho.
uma crônica antiga - talvez possa inspirar alguém
22/04/2009 · May Parreira
da solidão
Vinicius de Moraes em sua bela crônica sobre a solidão, pergunta: “Solidão inenarrável, quem sabe povoada de beleza. Mas será ela, também, a maior solidão?”. Meu devaneio se lança, pensamento longe, distante no tempo, perseguindo a memória. Eu jovem, sentada nas pedras, beira de praia, pés molhados pela água fria de outono, ouvindo a história do velho pescador.
Quando o mundo não era o mundo, quando só existiam os gigantescos animais e os seres humanos não ainda nem eram desenhados, existia uma imensa borboleta, tão grande que cobria todo esse céu, começou o velho e, com a mão levantada, delimitou um semi-círculo no horizonte.
E colorida, continuou, todas as cores estavam estampadas em suas asas, era o início da existência do arco-íris. A gigante borboleta voava de terras em terras, e mares entre terras, à procura de um companheiro.Voava de uma margem a outra do oceano, pensava ela existir um amor que lhe fizesse par.
O sentimento de ser sozinho no mundo, por menor que seja o mundo, é muito doído. O velho, apoiado nos calcanhares, falava mansinho, olhar perdido no mar liso. Nós dois, na praia deserta de final de tarde, a conversar sobre ser só.
Dia-trás-dia a borboleta foi se entristecendo, minguava porque mais voava mais sabia que não encontraria seu amor. Naquele mundo conhecido para ela, não havia um lugar sequer a mais, onde pudesse procurar. Tinha ânsia pelo encontro e angústia pela ausência. Um dia, cansada, desiludida, recostou-se num pedaço entre terra e mar e deixou-se morrer de amor. O velho falava pausado. Dizem que suas cores se impregnaram na natureza, na cor do mar, no céu, nas flores. E o sentimento de amor despronunciado ficou pairando no ar. Dizem que, quando alguém vem para esses lados e está amando, fica ainda mais apaixonado, e quem está só, sente o amor, sem nem saber onde ele está. É o que dizem. A voz do pescador era um fiapo.
O velho se levantou lentamente, bateu as mãos nas calças amassadas, tirou o chapéu num aceno cortês e foi-se. Fiquei imóvel, respirando devagar, para não espantar aquela lindeza tamanha. Vi a simpática figura desaparecer no final da praia. Fiquei só. Eu e toda a beleza do mundo.
A borboleta não era solitária. “A maior solidão é a do ser que não ama...é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, o maior solitário é o que tem medo de amar”. Palavras do poetinha.
May
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É sim.
A solidão é imensuravel.
E é maior mesmo, a solidão quando estamos as vezes no meio da multidão. Porque somos párias cada um com a nossa dor ( dor particular) dor de pedra. Embora nós com pendores artisticos sentimos também a dor do mundo, esse mundo é particular e fragmentário é abissal. Enviado por Sebastião Firmiano · 26/05/2009 16:39:23 Maravilhoso!
Sensível, à flor da pele. Enviado por june · 03/05/2009 12:23:25 Uma vez, há muito tempo, você me contou a história da borboleta gigante. Hoje, lendo o seu texto, acho que dessa maneira está ainda mais linda a história. Você só não escreveu que o lugar é a nossa Ilhabela. Enviado por silvia · 22/04/2009 18:07:24 |
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PERFECT-LOVE, o livro dos noivos
13/04/2009 · Ofício das Palavras
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