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MAIS AMOR, POR FAVOR

O meu dia a dia no mundo da Terra Redonda é tão bom, mas tão bom, que me apiedo de quem vive nos primórdios da Terra Plana. Está certo que meu cão não fala comigo, mas eu entendo tudo o que ele quer dizer. Minhas gatas não falam por preguiça. Minha casa é um alvoroço de maritacas, gritos de quero-queros, silvos de seriemas, troques de tucanos. Ainda bem que não falam. Eu adoro o silêncio.

Existem pessoas que falam muito. Os habitantes da linha reta costumam falar muito e xingar muito. Gritam argumentos, e se gritam é porque não querem conversar. Publicam notícias antigas, com todos os vitupérios, insultos, desrespeitos a tudo que não esteja com eles. Eles quem? Não sei.Nas mídias sociais existe uma guerra, que claro, pode se tornar uma guerra civil se a coisa sair do controle. Se você já assistiu à série russa O Caminho dos Tormentos, lá está bem desenhado o que acontece quando o próprio povo mata seus irmãos. Triste.

Pessoas que vomitam ódio. Pra quê? Para projetar no outro o desencanto interno? Para deixar o exterior bagunçado e destruído como o interior?

Sei que existe muito ódio no coração de muita gente. Mais amor no coração (que clichê), deveria ser um mantra (sem pieguice).

O amor acaba? Sim, o amor acaba. Onde? Quando? Como? Nos pergunta Paulo Mendes Campos. Mas este amor, do qual ele fala, acaba para recomeçar, no nosso globo terrestre.

Melhor ler mais, melhor ouvir mais música. Pintar mandalas, fazer ginástica na cozinha, aprender as receitas da @RitaLobo. Tem tanta coisa boa que pode ser falada, discutida, refletida. E vista e escutada e feita. Coisas que nos fazem bem. Um sorvete, um poema, uma taça de vinho.

Enquanto isso, a gente vai escrevendo, falando e falando e falando, até sair do outro lado, afinal, nossa terra é redonda.

Dizem que as mulheres falam muito, e existe um motivo para isso. Se os bebês fossem criados por homens, teríamos uma humanidade muda. Precisamos da fala das mulheres, para contarmos histórias, o boca a boca que nos trouxe até aqui

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