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No mundo ao vivo

No mundo ao vivo

No mundo ao vivoSe alguém me dissesse em abril que eu faria monólogos ou entrevistas ao vivo, na internet, eu responderia com uma gargalhada, que não dou faz tempo. Sempre quis ser conhecedora do mundo digital, pelo menos o suficiente, para acompanhar os netos. A editora precisava um incentivo, algo que nos fizesse sair da mesmice, da acomodação. Precisávamos inventar algo que chamasse novos talentos para o nosso produto. Tati, minha filha e sócia, nos inscreveu em uma mentoria de Marketing Digital. Nossa mentora, Letícia Seki, nos ensinou como postar, quando, quantas vezes. E o ano começou com bastante trabalho, nosso. E começou a dar resultados. Mais pessoas engajadas, mais visitas ao site.

Quando chegou a pandemia, já estávamos no processo. Fizemos lives, nós duas, conversando sobre a editora, sobre o que sabemos fazer. Uma reunião aqui outra ali. E um dia, eu resolvi que daria as caras na rede todos os dias. Sob pena de não ter ninguém do outro lado. Estranha sensação essa. Você olhar para um espelho e falar sozinha como se fosse sua própria interlocutora, um misto de narciso e vergonha alheia. As pessoas que vivem de selfies já foram bastante estudadas pela psicologia. Nada me resta dizer. Mas se tem de ser, que seja. Vamos com a cara e coragem.

Um dia, chamei uma amiga, Beth Almeida, para entrar comigo. Ela estava na praia, tinha acabado de sair do mar. No susto, topou e conversamos como se estivéssemos no terraço de sua casa. No dia seguinte, entrou a amiga e autora da Ofício, Guta Rezende. Foi a força necessária para saber que sim, posso fazer ao vivo e em cores. E as presenças são sempre pra lá de especiais. Continuo não gostando de me assistir. Mas está tão gostoso receber os convidados, tem sido tão animador, tenho me sentido tão bem acompanhada, que só posso agradecer. Um projeto, é tudo que precisamos na vida. Agora, ainda mais.

O que nos falta de contato físico está sendo compensado pela alegria, companheirismo e empatia entre todos os que vêm conversar ou participar. Como disse a Lucia Rorenberg, a espécie humana só chegou até aqui, só sobrevivemos, porque nos unimos. Foi por sermos gregários que conseguimos nos desenvolver. Foi a roda em volta da fogueira que nos levou à roda e à eletricidade. A contação de histórias virou ebooks. E nós fazemos o seu ebook. Com amor e empatia.

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