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O LEÃO ENFERMO

nada para ver

Era uma vez um Rei Leão.

Existiram, depois dele, outros reis leões simpáticos, gregários e não adeptos da violência. Sabemos que em nenhuma época os leões foram ou serão veganos. Mas esta história se passa na época da Terra Plana, os animais falavam e (alguns) eram cruéis. Muito cruéis.

Pois bem, o Rei Leão ficou doente (ou fingiu-se doente, por comodidade).

Os ministros fizeram circular um edital sobre a doença real, ordenando a cada espécie que mandasse um representante à majestática caverna.

E à entrada da cova, fez-se fila.

Muitos súditos se manifestaram, alegres, afinal alguns veriam o rei pela primeira vez.

A raposa, representante dos canídeos, recebeu também o convite. Seu dever era ir, e ponto.

Na entrada da caverna, a astuta (ui, que clichê) raposa, observou o entorno. Tem alguma coisa muito estranha por aqui, pensou. Pensou um pouco mais e gritou:
Como estais, Majestade?

Estou melhor, obrigado. Entre, quero ver-te.

Peço mil perdões, mas a Prudência aconselhou-me cautela para lugares nos quais só se veem entradas e nenhum retorno. Lamento muitíssimo, mas minha visita está cancelada.

Salvou-se a raposa, e todos os canídeos. O meu pastor alemão agradece.

Fim.

Fedro faz uma comparação entre a doença do rei e a doença do poder, que devora(va) os habitantes do reino.

Pobre de quem cai nessa armadilha.

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